Para Gabriel Autran
Longe,
Na curva da terra alguns meninos
desenham no ar as razões e a lógica
Da esfera, confluências de esferas.
Entre eles, paisagem difusa, meu filho
Visto da distância em que neblino
Nas distâncias vejo eu menino, sou
ali, meu corpo projetado no tempo.
No ar projeta-se seu corpo franzino,
preciso, é ele a dar forma à geometria.
No traço
súbito
a elipse,
a parábola
Gol!
Ele corre e comemora sem me ver, gol!
O que fui e o que somos reconstrói-se
simetria e eternidade

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